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de molho, de novo, e pensando demais

30 dias de atestado, começado há 3 dias, pq minha cabeça resolveu despirocar por falta de rotina e excesso e cobrança. Eu não sei desacelerar. Já sai todos os dias, comprei coisas, do mistura para passar nas janelas, fico no Pinterest catando ideia de coisa pra fazer. Eu preciso me acalmar. PRECISO. Não é opcional. Tava pensando nas coisas que posso fazer sem telas e com calma. Coisa para lixar. Foto pra tirar (e não postar, pq tô sem usar o insta - mais ou menos, eu entro pra olhar quando tô fazendo nada). Arrumar meu espaço. Ler livros, tentar ler os livros em papel. Eu preciso tomar posse de mim de novo, é isso é o mais difícil. Pq parece que eu só tô brincando de tirar folga, quando eu sei que o buraco é mais embaixo. Que a dor no peito é real. Que a vontade de chorar e jogar tudo fora e morrer, existe. Mas minhas andanças do dia de hoje (quinta-feira, dia de psicólogo), eu tava por aí comprando coisas da minha lista (material para encadernar livro, quero tentar), e percebi, entran...

Mezzo saudosista?

Tava aqui pensando aquele tipo de coisa como "Saudade de quando a internet era um lugar que eu tinha que ir" e "saudade de quando eu lia conteúdo nos blogs que eu gostava". Hoje está sendo um dia particularmente difícil, então acho que o saudosismo bate mais. Saudade de quanto eu tinha menos trabalho. Saudade de quando eu era menos adulta responsável. Saudade de quando o problema era querer terminar correndo o dever para escolher um livro para ler. Não tinha internet, não tinha celular, não tinha rolação eterna de feed, não tinha se sentir por fora de coisas que você nem quer fazer. Quando eu pensava em coisas que eu queria fazer, eram quase todas palpáveis. Quando eu ia pra rua, ninguém tinha como me achar. Quando eu marcava com alguém, a pessoa não conseguia falar comigo se eu não tivesse em casa, para ligar para meu telefone fixo. Eu já abi e fechei uns cinco aplicativos e sites nos últimos 10 minutos, catando o que fazer. Não que eu não tenha, mas e se tiver alg...

Um escritório pra chamar de meu

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Sabe que eu queria um escritório pa mim? Não uma mesa dentro do closet Não usar a mesa da sala Um escritório. Pra mim. Pra colocar meus livros todos, minha mesa de trabalho, gaveteiros e estantes para enfiar as coisas dos meus 300 hobbies. Um espaço com paredes da cor que eu quisesse. Com poltrona para sentar e ler. E luz indireta. E tapete gostoso. Vai ficar na ideia, por tempo indeterminado. Mas eu ainda quero.

#Cansadah

Hoje eu acordei morrendo de saudade de quando eu NÃO fazia doutorado. Que eu acordava no final de semana e minha preocupação era limpar a casa e qual rolê eu ia fazer no dia, onde eu ia almoçar, qual livro dos meus 300 livros não lidos eu iria ler (spoiler: nenhum deles, geralmente eu baixava algum no kindle). Agora eu acordo ainda me preocupando com a casa, que precisa ser limpa, mas primeiro eu preciso me organizar para ler 3 artigos para disciplinas diferentes, entregar trabalho no sistema, e ainda preocupada que fazendo tudo isso não dá tempo de pesquisar para a tese nem de ler mais nada. E ainda termino o dia só o pó da rabiola. Eu sei que se eu não estivesse fazendo o doutorado eu ia continuar pensando nele, ia fazer o que fiz todo ano nos últimos dez anos: esperar abrir os processos seletivos, paquerar vários, ler editais e não prestar para nenhum. Eu sei. Mas isso não quer dizer que eu não tenha (com certa frequência, admito) a vontade de largar tudo e jogar pro alto, chutar o ...

Não dá tempo. Ponto.

Eu tô sentada no meu "escritório" - que é minha mesa no closet. Ps. Eu ainda tenho esperança de ter um escritório para mim. Com estantes com os meus livros, espaços para guardar meus hobbies, sem ter que ficar pensando no que não cabe, no que não dá, e sem afogar minha mesa de coisa pq o escritório se resume... à mesa. Continuando, tô aqui olhando os livros que ficam ao alcance da minha vista. Tem tanta coisa que eu não li e quero ler. O livro do JJ Bola, o da Ursula LeGuin, o do Marighella... e agora eu não tenho tempo. Também não sejamos hipócritas, alguns desses livros já estão comigo há mais de 5 anos, e eu não li antes pq não quis. Mas a perspectiva de passar os próximos 4 anos sem conseguir escolher o livro que quiser na minha estante, me incomoda (e isso pq aqui só ficam os livros de não-ficção; se eu for olhar na sala, eu entro em parafuso!). Eu sei que as coisas são escolhas. Escolhi tentar o doutorado, passei, e escolhi cursar o doutorado. E isso quer dizer que tem ...

Travou/ei

 Eu estou enfiando os pés pelas mãos para me organizar com algumas coisas do doutorado. Na verdade, O MEU CÉREBRO, ele, em terceira pessoa, está com dificuldades de se entender com isso. Eu comecei pensando em formas de me organizar para não deixar escapar algo de importante no doutorado. Pode ser em papel (tenho um caderno para isso), pode ser em Excel (costumo me entender bem com tabelas), pode ser com qualquer app que funcione para isso (trello, notion, etc). Problema número 1: já usei o trello antes, e não funcionou tão bem. Mas meu cérebro insiste em gastar o tempo tentando de novo. Pessoal do trabalho usa o Notion, eu acho lindo, mas acho que fico mais tempo tentando acertar detalhes na ferramenta do que deveria, fico tentando aprender mais dela, e o objetivo que era me organizar vira secundário. Papel. Meu instrumento favorito desde sempre. Ele tem alguns problemas: ter que achar o que eu escrevi no caderno, e onde; se eu não estiver com ele junto comigo, eu não tenho a info...

Medo 1

- Eu tenho medo de continuar engordando e virar uma bola no doutorado, pq eu como confort food quando fico nervosa, e essa food nunca é uma salada - eu tenho medo de não conseguir parar de fumar e ter complicações de saúde por conta disso - tenho medo de não me adaptar aos novos tempos do mundo - tenho medo de nem ter mundo - tenho medo de manter um relacionamento por motivos que não sejam amor, companheirismo, e sim medo de ficar sozinha, costume e preguiça  - tenho medo de não dar conta das coisas que me proponho a fazer, e me sentir burra e sem valor por isso - tenho medo de terminar a vida sozinha, sem amigos - tenho medo de morrer antes de ter feito mais coisas e aproveitado mais a vida -