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Mostrando postagens de setembro, 2023

Pensando sobre a mal-falada

Esse ano, que parece estar de sacanagem comigo, eu me deparei com ela, algumas vezes. Tenho ela tatuada em meu corpo em três formas distintas: tenho um Anubis, uma Kali, e por fim, a fiz representada por ela mesma: A Morte. Duduzinho se foi. Hoje morreu meu tio, irmão da minha mãe. Parentes e amigos com câncer, cachorro também. Meu cérebro pensa nela, e como tudo é tão efêmero. Uma hora tá aqui, e na outra, "puff", não tá mais. Semana passada a conversa correu em torno de religião. E não tem como não ligar as duas coisas: o que ns espera depois que a gente não tá mais nesse mundo? Fica tudo escuro, como se desligasse um interruptor? Vamos para outro lugar, como se fosse uma continuidade? Dormimos e acordamos de novo, em outra forma, plano? Continuamos, fantasmagóricos, agarrados ao que ficou mesmo que ninguém nos veja? E antes de chegar lá? E como as pessoas e coisas sentem ou acreditam na vida? Será que todo mundo tem a sensação de tempo desperdiçado, como eu? Será que todo ...

No automático

 Posso (ou não) estar muito no automático. Comprar livros interessantes, enfiá-los em listas e lê-los após 5, 6 anos (pq estou lendo mais romances baratos de fácil digestão do que as leituras que me instigam dos livros que vejo por aí). Comprar adesivos lindos de artistas independentes e esquecer de usá-los, de colá-los, pois enfiei em uma caixa plástica, ou fiquei com pena de colar pq uma hora eu vou jogar aquele caderno fora e o adesivo vai junto. Só lembrar de tirar fotos quando são para postar - se não estou usando o instagram, não lembro de registrar momentos para mim mesma - ou é como se  não servisse tirar fotos se elas não serão compartilhadas? Pedir delivery é mais fácil que comer o que tem em casa, mesmo quando a comida que tem em casa JÁ ESTÁ PRONTA. E ainda mais fácil quando você se planeja para manufaturar ("queria fazer um risotto, uma massa pra gente"), pois a disposição vai embora no momento em que termino o banho e percebo que não tenho mais energia para ir p...

Minha vida (não) é na folhinha

Eu adoro usar uma agendinha. Colocar coisas como os horários das minhas aulas aleatórias (pole dance, Pilates) ou algumas anotações de dias mais pra frente (quando tomar a próxima injeção de b12, próxima consulta com a ginecologista). Mas não tenho conseguido usar para o que eu preciso: alguma organização de curto ou médio prazo que me norteie para algum lugar. Pequenos passos que me levem a fazer algo por mim ou para mim. Nem que servisse só para journaling, para enfeitar a agenda, para colorir e deixar fofinha, para relaxar pintando com lápis de cor. Ando com uma dificuldade tremenda em me entender com qualquer coisa que não seja meu trabalho, e isso pq ele é "obrigatório". No que é opcional, anda difícil. Descobri que não gosto de Pilates, e sinto falta da minha yoga (mas e aí, troco?). Percebi que o Instagram me deixa (mais) deprimida - e aí, saio? Tá um pouco difícil de colocar as ideias em ordem nesse momento, foram duas crises grandes de ansiedade em menos de 5 dias. Q...