Pensando sobre a mal-falada
Esse ano, que parece estar de sacanagem comigo, eu me deparei com ela, algumas vezes. Tenho ela tatuada em meu corpo em três formas distintas: tenho um Anubis, uma Kali, e por fim, a fiz representada por ela mesma: A Morte. Duduzinho se foi. Hoje morreu meu tio, irmão da minha mãe. Parentes e amigos com câncer, cachorro também. Meu cérebro pensa nela, e como tudo é tão efêmero. Uma hora tá aqui, e na outra, "puff", não tá mais. Semana passada a conversa correu em torno de religião. E não tem como não ligar as duas coisas: o que ns espera depois que a gente não tá mais nesse mundo? Fica tudo escuro, como se desligasse um interruptor? Vamos para outro lugar, como se fosse uma continuidade? Dormimos e acordamos de novo, em outra forma, plano? Continuamos, fantasmagóricos, agarrados ao que ficou mesmo que ninguém nos veja? E antes de chegar lá? E como as pessoas e coisas sentem ou acreditam na vida? Será que todo mundo tem a sensação de tempo desperdiçado, como eu? Será que todo ...