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Mostrando postagens de dezembro, 2021

Todo ano novo...

Todo final de ano eu sento a bunda para escrever a lista de desejos e objetivos para o ano seguinte, e rever a do ano anterior. Todo ano eu me proponho a fazer praticamente as mesmas coisas, e pelo visto, falho miseravelmente. Todo ano minha lista tem: - guardar dinheiro - comer melhor - não comprar mais livros - fazer exercícios físicos - parar de fumar. TODO ANO . Me pergunto qual é a real dificuldade em fazer algumas dessas coisas. O pq de "disciplina" parecer ser um conceito tão distante. Pq tentar ter um estilo de vida que faz mais sentido para mim dá tanto trabalho, é uma construção tão complicada. Será que eu não quero realmente o que digo que quero? Será que a ansiedade tá atrapalhando mais do que parece? Agora, para 2022, estou pensando no que eu posso colocar na minha lista que fuja desses clichês pessoais de sempre. O que posso incluir na minha lista? O quão mais específica eu posso ser para tornar esses objetivos mais mensuráveis? Como vou lidar com uma vida profi...

A deprê das férias

 É só entrar em férias que bate uma deprê automática. Não, não sou (necessariamente) workaholic. Mas trabalhar mantém minha cabeça ocupada, e pensando em coisas que eu consigo resolver e com as quais escolhi me preocupar. Estar de folga me faz pensar em tudo que meu cérebro não consegue se ocupar normalmente. Como o fato de eu ter pouco tempo para tantos interesses. Como a quantidade de tempo e espaço que minha cabeça gasta para pensar em relacionamento(s). Como o fato de eu não ser boa em guardar dinheiro para ter sobrando quando entro de férias. Eu olho em volta, em casa, e tem tanto que quero fazer: pintar parede, limpar umas coisas, ler meus livros, cozinhar... e exatamente por querer tanto, ao mesmo tempo, que no final nada sai. Sabe o que é NADA? Pois é. Sento no sofá olhando ao redor enão consigo decidir por onde começar. Acabo zapeando a Netflix, pedindo delivery pq "não fui pra cozinha mais cedo". E a parede continua lá, sem pintura, os legumes me olhando feio da gav...

Incômodo

 Eu tô muito incomodada. Só não sei com o quê. Eu tô sacudindo as pernas. Queria ter ido à padaria comprar o chocotone artesanal que eles vendem todo ano, mas não consegui me convencer a levantar e ir. Queria comprar dois livros que tão no meu carrinho na loja virtual da editora, mas fico me perguntando "será?". Queria ver um filme, levantar para lavar a louça, mas nada disso ocupa o espaço desse incômodo. Tá incomodando, sim. É como se fosse aquela coceira que você sente no braço, mas quando você coça, ela não tá ali, tá coçando ainda, e você tenta coçar mais pra cima ou mais pra baixo, e ainda assim não adianta. Continua coçando. Será que na verdade a coceira é no meio das costas, bem naquele lugar que você não alcança? Na planta do pé, onde não importa o quanto você coce, a coceira não passa? Tem alguma coisa cutucando meu cérebro. Não sei se é o trabalho (que tem andado FODA), se é minha vida como está agora, se é minha falta de capacidade de identificar o que é. Cacete, ...

Aconchego

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Às vezes eu passo tanto tempo olhando o que eu posso fazer pelo meu espaço que esqueço o quanto eu gosto dele. É tipo arrumar um namorado bonito e legal e só conseguir pensar "mas quando ele comprar uma blusa preta, vai ficar ainda mais legal". Sabe? Se olhar no espelho e ficar "mas quando eu emagrecer (inclua aqui seu número) quilos, aí eu vou ficar lindona!" AFF Para. Olha o que você fez. Olha como tá agora. Olha o que você tem. Não é aquela besteira de "gratiluz" que tira as pessoas da realidade, é o contrário, é exatamente "OLHA a realidade". É sair da rodinha do hamster, de correr atrás do rabo, não parar para descansar, sempre catando o próximo. O próximo quadro, a próxima parede pra pintar, o próximo apartamento para morar. Mas olha que belezinha, o que eu construí. Senta, olha e respira. Até suspira.