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Mostrando postagens de março, 2024

Arte

Arte é um aspecto muito amplo. Literatura é arte? Cinema é arte? Fotografia, pintura, xilogravura, música, dança... é arte? Qual a diferença entre arte e artesanato? Sentada na minha escrivaninha, entre meus livros e minhas canetas coloridas, entre adesivos e lápis de cor, fico me perguntando o que eu quero fazer com isso tudo, como eu quero me expressar, pq eu preciso me expressar, e pq parece que não funciona. Como colocar pra fora tudo que é transformado a cada livro que leio e filme que vejo, e que mudam minha forma de ver alguma coisa do mundo. Às vezes me pergunto PQ eu preciso expressar alguma coisa, se não posso só absorver isso tudo e guardar para mim; às vezes eu percebo que se eu não colocar pra fora, não vomitar essa mistura de influências, eu vou explodir. Assim, eu não teria opção além de externar isso. Quanto mais eu leio, mas coisa eu acho para ler e menos tempo eu tenho para consumir leitura. Queria aprender aquarela, mas sempre acho que não tenho o que pintar, que não...

Mais difícil que uma criança birrenta...

 Eu sempre falei que vive uma criança birrenta no meu cérebro. É aquela que, toda vez que alguém me pergunta alguma coisa - em geral que eu tenho que/me propus a fazer - responde de pronto "Não quero". Não interessa se é uma instrução do meu personal do funcional, se é uma nova postura da instrutora do pole. Se é alguma coisa que minha chefe pediu, ou até um favor que algum amigo querido solicitou... a resposta automática é "num quero", mesmo que eu pense isso já fazendo o que foi falado. Me sinto lidando com uma criança que faz birra, que nem sabe pq tá dizendo não, mas tá dizendo. Essa semana eu percebi que tem algo muito mais difícil de lidar do que com ela. É lidar com o adolescente emburrado que também existe no meu cérebro. Sério, você já tentou lidar com um adolescente? Daqueles enjoados, na fase mais aguda do crescimento, que vive emburrado, com a cara enfiada em um celular, e responde "hiiiiii mãe, me deixa!!" pra tudo? Yep. É com esse mesmo que e...

Grevista (2)

Em contrapartida ao outro texto, preciso dizer que: tô de greve. Quando não estou indo às assembleias ou reuniões, estou com meu tempo livre. YEY, posso fazer as minhas coisas, por um tempo. Mas pera lá... O que são essas minhas coisas? Estou novamente no limbo do não saber o que fazer com meu tempo livre, além de ler, fumar um e quem sabe ver algum filme (se meu cérebro conseguir se concentrar). Fico toda boba pensando em coisas que posso fazer ou em como queria usar meu tempo: caminhando, sentando num parque pra respirar, fazendo uma yoguinha, encontrando as amigas para um chá. Cozinhando alguma coisa gostosa pra mim, indo lá fora comprar uma fruta. Mas parece que nada disso encaixa. Não sei o que fazer com meu tempo. Se estou muito ocupada e não tenho tempo, reclamo. Se estou menos ocupada, não sei o que fazer com isso. É o delima eterno, o qje me faz ranger os dentes de raiva e vontade de tacar coisa na parede.

Grevista

Meu pai "virou" estivador pouco depois que eu nasci, acho que em 1989. Bom, mais assumiu do que virou, visto que era seu direito como filho e neto de estivadores. E eu cresci ouvindo sobre relações trabalhistas daquele meio, e demorei pra entender que nem todos os lugares (na verdade, quase lugar nenhum) tinham relações daquele formato. Não era estatutário, não era CLT. As relações de mão de obra da estiva eram baseadas em sindicalismo, e nas normarivas negociadas diretamente com o sindicato. Meu pai sempre foi envolvido com isso, e anos depois, foi um dos diretores eleitos (eu fui em sua posse, lembro bem). Desde pequena ouvia ele responder aos "bom dia" que recebia com "a luta continua, companheiro". Fui ficando mais velha e aprendendo o que acontecia com a força de trabalho portuária através das conversas em família com meu velho. Corta, passa pro presente. Sou servidora pública federal, técnica administrativa na área de educação. Estou em greve, a reiv...

Livros da BPP que pretendo ler (em breve?)

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