Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2025

hoje, dia 82 de janeiro

Coisas que estão na minha cabeça hoje, me enlouquecendo, deixando ansiosa e/ou na merda - quero sair das redes sociais, especialmente as da meta, mas não sei como fazer isso sem sentir que estou perdendo. Perdendo eventos que só vejo pelo ig, perdendo atualizações sobre os amigos, perdendo manter contato com pessoas que praticamente só falo por lá (e isso me enche de mais questionamentos: se eu só falo por lá, é mesmo importante manter? Se a pessoa quiser, ela não consegue me achar de outras formas? Mas também, toda amizade precisa ser profunda, não dá para sermos só conhecidos queridos?) - fui ao mercado e tá tudo tão caro... o café, que comprávamos a 15 até uns dois anos, está 30. O azeite, que eu pagava caro num de 27, está 50. O que me preocupa não é o valor dessas coisas, é saber que está esse preço por conta das safras baixas e ruins, e isso por conta das mudanças climáticas, e eu entro no mercado me perguntando "até quando vamos ter o que comer? e quem vai poder pagar por i...

Começo, sem meio e fim.

  (Livro Estavelmente instável, de Marcela Scheid) a abstinência de se empurrar pro fim antes mesmo do começo. passei um tempo acomodada. nesse estado de constante alerta. era preciso fugir. quase que o tempo todo. de tudo. viver com medo. do meio. ou seria viver com medo do fim? realmente, sou péssima em despedidas. adeus. "separação física." por um tempo, achei mais fácil não ter partida. criei um mecanismo. se não viver nem o começo, nada vai chegar ao fim. ponto. mas se não viver o começo, o que me resta? não viver? isso. não viver. preciso então aprender. a viver todas as partes. começo, meio e o fim. é preciso chegar ao fim das coisas. e todo o fim é também recomeço.

Youtube e outras redes

Eu abri o Vocêtube aqui no trabalho para colocar uma musiquinha. A ideia era achar alguma coisa para ficar de ruído de fundo enquanto me concentro (tento me concentrar, pelo menos). Os primeiros vídeos que aparecem são de booktubers - eu assisti UM sobre a treta da editora Todavia, e o algoritmo já me jogou nessa bolha. Muitos. Veja bem, adoro a ideia de pessoas falando sobre livros, mas nunca tive paciência de ouvir o povo soltando opiniões sobre as obras, especialmente se são aquelas que eu nem passo perto de ler. Depois são vlogs. Vlogs silenciosos (a pessoa não fala, é apenas música e legendas para as cenas), vlogs que acompanham rotinas diárias, com muita cena de gente tomando café em cafeterias fofas, fazendo exercício, comendo coisas gostosas, lendo. E vídeos de influencers de estilo de vida, geralmente falando de minimalismo, de "como eu saí das redes sociais", X dias para mudar de vida. Alguns são em tom de esporro, outros de auto ajuda, até algum vídeo do Karnal apa...

Faxina

  (Livro Estavelmente instável, de Marcela Scheid) a indisponível sou eu: que carreguei tantos vazios dos outros achando que ia me encher de algo. ou preencher. souvenir? que não sei dizer não quando quero dizer não. que não sei dizer sim quando quero dizer sim. que me anulo para ser compreendida. e que também me exponho na espera que o outro lado me escute. fechei as portas e as janelas. como alguém pode me escutar aqui de dentro? a coragem disfarçada de medo. o medo disfarçado de desconstrução. mas antes de abrir as portas, é preciso trocar os móveis de lugar. organizar a casa. não adianta receber visitas com toda essa bagunça aqui dentro.

O que me cabe

  (Livro Estavelmente instável, de Marcela Scheid) O que me sobra quando corto meus "excessos" para caber nos vazios dos outros? às vezes não caber é o que me cabe. se eu não quiser me encaixar, posso deixar sobrar? o que se faz quando não me sobra nada? quem disse que o que eu sou é excesso? isso aqui não é excesso. é essência.

Ontem

 (Livro Estavelmente instável, de Marcela Scheid) Sempre me sinto culpada por me permitir o descontrole. Seja ele qual for. No dia seguinte ela aparece, a culpa. E a cabeça frita: "Não deveria ter feito isso, não deveria ter dito aquilo." Confesso que ando mais rígida que o normal. Passei meses não me permitindo nada. M-E-S-E-S. Nada que fosse divertido. Nada que fugisse do meu controle. Mas quando a gente se priva de forma radical, o outro lado extremo vem com tudo também. E eu ainda não aprendi essa coisa de equilíbrio. Meu ascendente em libra é puramente ornamental. Parece. Queria ser meio-termo. Meio do caminho. Meio. Mas não sou. E isso é mais uma forma de controle. A gente é o que a gente é. Hoje até falei na terapia sobre isso. Tem coisa que a gente evolui e melhora. E tem coisa que a gente entende e aceita. E aceitar não é um estado passivo. Aceitar é fazer as pazes. Com todos os lados. No fim parece que eu me sinto culpada por ser eu mesma, e fico distribuindo descul...

Remedinho novo

 Já falei aqui que janeiro tem sido o mês problemático da minha vida. Não sei se por conta das cobranças que nos fazemos para o ano novo (metas, coisas a cumprir e fazer, mudanças que queremos implementar na vida), ou por algum outro motivo (estou inclinada a acreditar no primeiro), mas janeiro é um mês que a ansiedade vem pe-sa-da. Esmagadora. A filha da puta monta nos meus ombros e não sai de jeito nenhum. Então, se ano passado a bola da vez foi o Ansitec, esse ano é a Bupropiona. Estou no 11º dia, e agora meu humor comeeeeeça a estabilizar. Parece que já estou nessa adaptação há meses... que período comprido, sem or. Irritadíssima. Explodindo. Sem capacidade de pensar antes de verbalizar, verborrágica, bastante nervosa. Chorei um bocado nos últimos dias. Tô tendo sonhos estranhíssimos, e às vezes acordo mais cansada do que fui dormir. Só queria um pouco de paz, sabe? Uns dois dias numa praia, num chalé isolado... O mundo deixou de fazer sentido de novo (se é que algum dia ele te...

Pra começar "bem" 2025

Hoje eu tava ouvindo os podcasts sobre o discurso de posse do Trump como presidente dos estados unidos. Sem or. Percebi que eu realmente estou só sentada, como espectadora, aguardando o colapso mundial total. Na verdade, eu não me importaria com isso, se não fosse me afetar. Se não fossem rolar guerras, se não estivéssemos à beira da escassez, do colapso climático, da falta de água potável, das pandemias e doenças. Se eu tivesse certeza que poderia comprar uma chácara, equipá-la com painéis solares, umas cisternas, plantar umas coisas, plantas umas ervas para uso recreativo, criar umas galinhas, e o mundo me deixaria em paz, eu faria. (mas possivelmente eu vou ter que me proteger, podem tentar invadir meu espacinho, vou ter que comprar uma espingarda, olha que merda) Me sinto num filme de ficção científica/distópica: esperando a água acabar, os combustíveis rarearem, os peixes sumirem do mar, a água cobrir parte dos litorais, as doenças ficarem mais loucas. De onde estou, não vejo saíd...