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Mostrando postagens de julho, 2020

"O tempo fechado nos abre"

"As mudanças mais bonitas não vêm com calma e sossego são uma ventania incontrolável jogando tudo pra cima nada cai no mesmo lugar nem as coisas nem o coração nem você" Ryane Leão

Solidão covidesca

Quando termina meu dia de trabalho eu tomo um chá, café da tarde, sento novamente e penso "e agora?" Tem sido difícil pensar sobre isso. Parece tão simples, mas não é. "E agora, deixa eu ver um filme" (meu cérebro fala "de novo?"); "terminar de ler um livro" (mais um?); "cozinhar alguma coisa" (depois engorda horrores na quarentena e não sabe pq...). A verdade é que eu posso fazer tudo isso, junto ou separado, e continuo com a sensação de inutilidade. Como se eu precisasse produzir, obrigatoriamente. Chegar ao final da semana elencando tudo que fiz por mim e pelo mundo. "Trabalhei direitinho, salvei 30 criancinhas da fome, alfabetizei pessoas, propus a paz mundial em um tratado de 3 mil páginas!" Não. Para. PARA. Funcional no momento é ME MANTER SÃ. Não adianta. O que eu queria mesmo era SAIR. Ver pessoas, ver a rua, comer em restaurante, beber no boteco, usar minhas roupas (eu nem tenho tantas, ne...