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Mostrando postagens de outubro, 2020

Pensamentos aleatórios

 * esperando ansiosamente a oportunidade de ir para um setor no trabalho onde eu me sinta efetivamente útil novamente; * lembrei hoje da profa. Patrícia, que me deu aula de história na 6ª série, a primeira professora aberta marxista e contra-sistema que tive. Era novinha (devia ter uns 26, 27), usava geralmente um macacão jeans, carregava um copo de plástico pra baixo e pra cima e tinha um cabelo cheio, meio crespo/meio enrolado e óculos fundo de garrafa. Só ficou um ano  no colégio (acho que até menos), mas eu nunca esqueci; * queria poder ir pra rua. Tomar café nas livrarias, ler quadrinhos na Cultura, sentar na canga nos parques com um livro; * não tô afim de trabalhar; * olha a máquina de costura ao meu lado e penso "preciso/queria voltar a mexer nela, pegar o jeito, aprender os truques" - mas não faço ideia do porque, não consigo me convencer a ligá-la; * tô meio esquisita. Queria colocar a culpa nos hormônios, mas sei que eles não tem muito a ver com isso, pelo menos nã...

... foi (ou fui?)!

 Pronto, mudei. O apê novo é em uma rua tranquila. Eu olho pela janela e vejo árvores. Há duas quadras, ali mais pra cima, estão os seres que têm sido os mais importantes da última década da minha vida. Ainda não encontrei meu ritmo aqui, mas foi tudo tão rápido que não posso me culpar em ainda estar atordoada. Mas já consegui tomar café na mesa. Fazer almoço de domingo (apesar de ser quarta-feira). Tomar uns drinks nuns copos chiques. Fazer uma yoguinha. Eu acho que tô mudando, de novo, como sempre. E que não tinha mais como conter dentro, e transbordou para fora. Me estressei com administradora de condomínio, com entrega de chave. Vou gastar todas as minhas economias nessa mudança não planejada. TO-DAS. Tô tentando não me culpar por isso -é pra isso que serve reserva de emergência, para emergências. Mas eu me sinto mal por CRIAR minhas próprias emergências, sabe? Bom, é aprendizado. Objetivo do ano que vem, já sabe, é repor toda a poupança que está indo agora. Tentando parar de m...

Eu não posso falar a frase...

 ... "agora sim, a casa tá do jeito que eu queria!" É uma tradição já de quase oito anos. Toda vez que essa frase sai da minha boca, eu ME MUDO. SIM. São anos arrumando casa, trocando móveis de lugar, colando e descolando contact, furando paredes... e todas as vezes que eu falei "é isso, era assim que eu queria", acontece alguma coisa na vida e eu mudo de casa. TODA FUCKING VEZ. Será proposital? Inconsciente? Como quando eu era pequena, que o mais legal de brincar de casinha era arrumar tudo - na hora de começar a brincar efetivamente, eu já não queria? Eu nunca achei que ia me mudar tanto na vida. Até os 18 anos eu tive a mesma casa. Meus pais construíram a casa nova, e vão morar lá até o final da vida, possivelmente. Só aqui em Curitiba, eu estou indo para o... sexto lugar, quinto apartamento. ______ Eu passei dias choramingando que não sabia o que fazer da minha vida, que queria que as coisas fossem diferentes, que queria me livrar de certa parte, de certas coisa...