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Mostrando postagens de novembro, 2019

Para 2020

Para conhecer (se eu conseguir guardar algum dinheiro, terão váaarios feriados prolongados em 2020): - Ilha do Mel - Belo Horizonte - Algum lugar no nordeste Não gastar com: - canetas - marca-textos - caderninhos - trocentas agendas diferentes no ano - post-its - comida na rua - cerveja em lugares caros (sério, 20 reais um chopp de 400??) - livros de literatura Gastar com: - plantas - poupança - sofá (update: comprei em 2019 mesmo, rsrs!) - vitrola & discos - teoria feminista / política (se for para ler na hora!) Fazer mais: - sentar nos parques em dias de sol - ler - ver filmes bons - meditar - exercícios (será que esse ano vai, enfim?) - comida caseira (tanta receita pra testar...) Fazer menos: - fumar - gastar dinheiro - ficar puta "à toa" - deixar a ansiedade controlar - abrir exceções alimentares frequentes Desafios: - participar com frequência de algum coletivo (de plantas, político, de leituras) - terminar o mandato do CRB9...

"Tudo mudou quando eu me perdoei"

De Charlotte Eriksson Ninguém vai vir e te salvar. Ninguém vai vir de cavalo branco e tirar todas as suas preocupações. Tem que se salvar, pouco a pouco, dia a dia. Construa um lar para si mesmo. Nutre seu corpo. Encontre algo para trabalhar. Algo que te faça animar, algo que você quer aprender. Arranja uns livros e aprende-os de coração. Conheça o autor, onde ele cresceu, que livros ele leu. Se leve para jantar. Veste-se para ninguém além de ti e simplesmente sente-te bem. É um sentimento encantador, se sentir bonita. Você não precisa de ninguém para confirmar isso. Fico tão solitária e triste e cheia de arrependimentos alguns dias, mas estou aprendendo a respirar fundo através deles e continuar a andar. Estou aprendendo a fazer as coisas bonitas para mim mesma. Lentamente me construindo um lar com coisas que eu gosto. Cores que me acalmam, um plano para seguir quando as coisas [saem dos trilhos]... Estou aprendendo. Estou aprendendo a fazer as coisas bonitas para mim mes...

Na corda bamba...

... entre fazer o que me dá na telha e o que eu sei que preciso fazer; ... entre o esforço de fazer as coisas "certas" e fazer de qualquer jeito; ... entre o fica-se e o foda-se; ... entre sumir e aparecer; ... entre cobrar e dar de ombros; ... entre respirar e bater; ... entre o confortável e o novo; ... entre o Eu e o Meu. Cacete...

A (minha) dicotomia da tecnologia

Há quase um mês eu comprei um celular novo; o último já estava com três anos, tela qubrada e não tinha espaço nem para atualizar o aplicativo do Banco. Tive que ceder ao chamado capitalista e comprar outro. O salto tecnológico entre os aparelhinhos me surpreendeu absurdamente. Esse faz coisas que o outro passava longe, como o assistente do google, desbloqueio por digital e outros parangolés. Eu ando na corda bamba entre o digital e o analógico. All the time. Eu troco entre agendas umas 8 vezes por ano, inclusive intercalando entre digitais e físicas (e nas físicas, a subdivisão entre agendas e planners e bullet journals). Eu fico entre imprimir fotos e manter álbuns (pra que?) e manter apenas digitais (que eu nem olho, praticamente). Entre dar todas as minhas informações para serviços digitais, dividir a vida no instagram, alimentar informações num banco gigante de empresas que podem usar isso contra mim; ou ser retrógrada e manter tudo analógico, anotar no papel, ...

"SIM, SENHOR!"

Sim, como no filme do Jim Carrey. Eu tô com uma gana de fazer tudo, que só oxum na causa, nossinhora!! Pessoal que me chamar "pros rolê tudo", eu tô indo" Vamos no centro budista? SIM! Vamos fazer aula de tarô? SIM! Vamos naquele museu esquisito no cu de judas da cidade? BORA! Vamos fazer comida em casa e ver filme? SIM! Vamos discutir aquele livro polêmico? VÂMO! Vamos naquele bar que toca pagode dos anos 90? SIM! Vamos aprender a costurar na máquina? SIM, acha aí os tutorias no youtube! Vontade de voltar pras minhas responsabilidades, não pq são "responsabilidades", mas pq quero fazer bem as coisas que me propus. Quero ver a louça lavada na pia. Quero ver meu trabalho dando frutos (mesmo que sejam frutos só pra mim). Quero ler o que tá parado na estante, conversar com todo mundo que aparecer. Uma gana de fazer, de me divertir, de aprender, de fazer cosias diferentes, de sair das minhas caixinhas pré-determinadas, d...

E no final das contas quem (o quê) sou eu?

De quinta-feira (31/10) pra cá eu estou com uma sensação muito forte do que SOU eu.  Do que eu sou no meu centro, das minhas opiniões sem a influência externa e a necessidade de agradar. Quem é essa personalidade que decora meu apartamento, que escolhe as cores das fronhas, quem compra as plantas. Não sei se consigo explicar essa sensação de achar uma parte verdadeira dentro de você mesma. O budismo fala que nós não somos nossa mente, essa coisa inquieta que nos prega peças... somos mais, somos mais profundos, mais completos. E, incrivelmente, parece que eu achei uma parte de mim, que não é minha mente racional, que entende isso. A parte que diz "isso aqui é verdade, isso qui é real". Muito louco, cacete! Eu estou surpresa, e feliz. E tranquila. Parece que eu achei uma partezinha que fala "tá tranquilo, pq no final das contas, nós somos isso aqui, ó". Ainda é uma partezinha pequenininha, e veio como um "click". Mas tá aqui. Eu tô vendo ela...