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Mostrando postagens de abril, 2024

De novo, na livraria

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A cabeça ficou cheia, ficou difícil de pensar, e o que eu faço? Corro para a livraria mais próxima. Feliz que abriu a livraria Telaranha, que é na rua, no centro, tem café, lugar pra sentar, e um monte de livros fora do circuito comercial das megastores, que eu não acho em lugar praticamente nenhum. Tenho andado às voltas com expressão artística, com formas de me comunicar, de colocar pra fora, e como fazer isso - tanto identificando o que quero expressar quanto COMO quero expressar. Vir nesses lugares da um respiro para minha cabeça, um pouco de inspiração, um pouco de ver o que as pessoas fazem. Tem quem faça cadernos, tem quem escreva zines, livros grandes e pequenos, livros de fotografias, livros com diferentes estruturas. Tem desenhos e rabiscos, e tem o cheiro de café flutuando no lugar, e mesmo que eu não esteja podendo tomar café, o cheiro é reconfortante. Às vezes eu acho que vou explodir, que os pensamentos que não consigo colocar para fora sairão pelos meus ouvid...

A necessidade de registro - entre o normal e o despirocado

 Eu sempre tive a necessidade do registro. Tenho listas de livros lidos e filmes assistidos desde 2013, em excel. Já tentei não registrar, mas me dá nervoso, siricutico, como se estivesse faltando algo importante a fazer. Eu gosto de anotar, gosto de chegar ao final do mês escrevendo o que consumi, olhando cada nome e lembrando das histórias. Me coloquei a pensar: será que eu tenho a necessidade de registrar tudo para ACREDITAR QUE VIVI aquilo? Não estou falando de registro em redes sociais e validação externa, estou falando de listas minhas, para mim. Não acho que se eu não postar no instagram para todos verem faz de algo menos real, mas se eu não registrar para mim, é como se a minha vida estivesse em branco. Se daqui a um ano eu quiser pensar "como foi meu abril de 2024?" eu vou olhar primeiro minhas listas de livros e filmes, depois meu diário, e enfim minha pasta de fotos. É como se eu não tivesse memória suficiente para acreditar que aquilo aconteceu COMIGO, na minha vi...

Ironic

An old man turned 98 He won the lottery and died the next day It's a black fly in your Chardonnay It's a death row pardon two minutes too late And isn't it ironic, don't you think? It's like rain on your wedding day It's a free ride when you've already paid It's the good advice that you just didn't take And who would've thought, it figures Mr. Play It Safe was afraid to fly He packed his suitcase and kissed his kids goodbye He waited his whole damn life to take that flight And as the plane crashed down, he thought "Well, isn't this nice?" And isn't it ironic, don't you think? It's like rain on your wedding day It's a free ride when you've already paid It's the good advice that you just didn't take And who would've thought, it figures Well, life has a funny way of sneaking up on you When you think everything's okay and everything's going right And life has a funny way of helping you out When yo...

Sinal?

Se eu fosse religiosa, eu pediria a(os) deus(es) um sinal. Um sinal que tô no caminho certo, ou pra qual caminho seguir, ou se eu tô pelo menos na direção correta, se preciso me esforçar mais, se preciso me esforçar menos. Acho que a fé serve muito para essas confirmações. Você acredita, pergunta, e espera, e algumas coisas podem ser consideradas sinais, podem ser lidas como em um livro, podem ser debatidas como palavras escritas. Uma borboleta no momento certo, um sonho, um aviso de um colega de trabalho não tão próximo. Eu queria saber a direção a tomar. Queria saber se tô no caminho certo, queria saber se as escolhas que tenho feito me levarão a algum lugar de conforto.... Mas eu não sou mais religiosa. Não entendo mais as coisas como sinais. Não sei nem pra quem rezar, dentre todas as possibilidades religiosas. Não sei se acredito que alguma entidade sobrenatural criou o mundo, se há espíritos que nos guiam, anjos que nós olham. Parece que perdi o software que lida com essas coisas...