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Mostrando postagens de janeiro, 2022

Difícil (de novo)

Tem dias que tudo parece demais. Pesado demais. Coisa demais para lidar. Nem consigo dizer que "fora de controle", pq tento lembrar que NÃO HÁ controle. Não são como EU quero, são como são. Mas tem dias que parece que tô tentando manter a cabeça fora pra não me afogar. Eu não faço ideia de como vim parar aqui ou se eu devia estar aqui. Eu sentindo um bololô misto de ciúme, exclusão, inveja. Esfregando na minha pele as coisas que eu não sei e que os outros sabem, as pessoas que se comportam "como deveria", que conseguem entender coisas. A cabeça a 220 por hora, várias inseguranças pulsando, a vontade de gritar e sair andando, deixar tudo pra trás (emprego, pessoas, amigos, conhecidos). Me enfiar num apê que ninguém saiba o endereço, numa cidade em que nunca morei. (e saber que nada disso funciona para se esconder do sentimento, pq "onde eu ia, eu tava") A casa não tá limpa como eu queria, pq tô há duas semanas apresentando sintomas de gripe, sinusite, reaçã...

Dando uma espiada panorâmica

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Perfil do Destino é uma tiragem de tarô que você só faz uma vez na vida . Ela engloba 6 pontos a serem compreendidos e trabalhados "pra sempre" (pelo menos pra sempre nessa vida, sabe lá se tem outra - eu espero que não) A ideia foi escrita pelo Alan Anderson, para o Livro das Runas (do Blum), e é adaptada ao tarô As seis cartas e posições são: 1. Qual é a minha natureza? [nossos recursos para agir e seguir, como viemos] Causa material da natureza, com todas as limitações e possibilidades do contexto do seu nascimento. (MAS apesar de sua natureza ser limitada pelo que não pode fazer ou ser, também é especificada pelo que você faz) 2. Por que nasci? [a privação com que vim ao mundo] O que falta na minha estrutura, o que eu vim adquirir, o que eu vim fazer, descobrir ou construir? Aspectos a desenvolver no EU 3. Qual a minha vocação? [a ocasião para adquirir fortaleza] O que eu devo aprender nessa vida? Segundo a vocação, suprirei as carências apontadas pela carta 2 - "tri...

O saudosismo manda lembranças

 Me pergunto como eu tinha "tempo" de fazer tanta coisa. O quanto eu lia, e eu já estudava e trabalhava (desde os 16), e ainda assim, sobrava tempo. Se eu disser que sinto uma certa saudade da época em que marcar com alguém era dizer o local, a hora, e ficar esperando pq não tinha como saber se a pessoa estava indo, se ia atrasar... no máximo ligar para a casa e ouvir um "olha, fulano já saiu". Quando não era instantâneo, quando pra colocar uma das doze fotos do orkut você tinha que baixar de uma câmera digital. De que para ver o horário do cinema a gente abria o jornal na parte certa do caderno de entretenimento, ligava pro amigo (isso, ligava, sabe, quando você FALA ao telefone de forma síncrona? sem ser mandando áudio?), e não tinham 700 luzinhas acesas na sala do cinema quando você queria que tudo estivesse escuro. Sim, as tecnologias vieram para facilitar nossa vida, mas às vezes eu me pego saudosista. E por mais que eu pense "é só EU não ficar agarrada na...

E se eu fizer as coisas diferente?

 E se eu realmente fizer as coisas de forma diferente? Assim, eu já conheço as frases (mais que batidas) sobre esse tipo de postura. "se você quer chegar a um lugar diferente, não pode continuar fazendo igual" e afins. Mas ainda assim, seguimos fazendo as mesmas coisas, ou pelo menos, das mesmas formas. De novo: e se eu REALMENTE fizer as coisas de outra forma? E se eu REALMENTE me propor a fazer OUTRAS coisas? Se eu me propor disciplina para projetos que não saem do papel, ou um pouco mais de esforço praquele hobby que adoro mas nunca encontro tempo para praticar? Se eu realmente me propor escrever no meu blog de literatura, ao invés de fazer quando dá e acabar escrevendo só um post por mês? Se eu ler os livros que estão esperando na minha estante, mas parecem sempre "pesados" ou "longos"? Se eu assistir os filmes que eu listo, mas são sempre tênis verde e eu fico deixando de lado para ver os que o cérebro digere mais fácil? Se eu respeitar minhas quartas...

Recolhimento(s)

 Eu ia dizer que passei por uma TPM tenebrosa, mas na verdade eu só passei por uma TPM. Demorei muito para perceber que minha TPM mudou, e hoje ela não é só "tô irritada, quero comer coisas gostosas, quero bater em alguém". Ela continua tendo tudo isso, na verdade, mas hoje eu reparo mais. Eu quero ficar quieta na minha. Não tenho a menor vontade de confraternizar, falar nos grupos de amigos no celular, sair de casa para ver gente. Só "me deixem aqui no sofá fazendo maratona de Queer eye e lendo". Minha energia tem caído MUITO, e eu realmente fico introspectiva e mais calada. O que é incrível, né? Eu geralmente sou tão falante, expansiva e explosiva que me perceber introspecta até me assusta. Mas agora que a menstruação desceu, a energia vai retornando: sentar e planejar, anotar e colocar em prática, olha aí o ano todinho na minha frente, e o mês e a semana. O que eu quero fazer? O que colocar no papel e na prática? Minha vida profissional tá gritando, o que eu vou ...