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Mostrando postagens de maio, 2024

"Pq é isso que as pessoas fazem"

 Sentada na frente do PC, depois de ter trocado o escritório de lugar (de novo), me perguntando: e agora? É terça-feira. O que tenho para fazer a partir das 18h além de comida e sentar para ver um filme? Parece que nada. Não tem uma saída, um restaurante que queira ir, um cinema, nada. Esse horário eu já não quero nada. Não quero desenhar, não quero pintar, não quero escrever. Não dá para arrumar o que fazer quando não se quer nada. Ao mesmo tempo, meu cérebro tem coçado. Arrumar um curso, uma ocupação, alguma coisa de médio prazo para fazer os neurônios se exercitarem. Pós graduação? Graduação? Curso profissionalizante? Tenho lido bastante, tenho lido mais coisas interessantes que chick lit, e isso me dá vontade de escrever sobre, compartilhar, dividir. Cadê meu blog? Não existe mais, pois estava me pesando - quando ele existia, eu estava lendo, mas não queria escrever; agora que quero, não tenho mais. Queria fazer alguma coisa. O que as pessoas fazem? Geralmente, na minha idade, ...

Necessidades, ponto

O que é necessário? Além de ar, água potável, comida para manter o corpor funcionando, sono para não pirar... O que eu realmente PRECISO? Saio andando pela livraria um pouco antes do horário do psi. É o padrão, já que o psi fica quase ao lado do shopping, e o único lugar em que consigo permanecer no shopping, além do cinema, é a livraria. Um pote de canetas coloridas xhama minha atenção. Eu já tenho canetas coloridas, da Staedler, que comprei ano passado numa promoção - ou seja, não preciso de mais, a princípio. Mas são tão legais, e "daquelas eu não tenho". Aí eu quero, apesar de mal usar as que já tenho em casa. Mas eu não preciso. Se eu comprar para satisfazer essa parte do meu cérebro que quer a praga da canrta colorida num pote na minha casa, vai adiantar alguma coisa?  Se a caneta custa 5 reais, ou seja, eu posso pagar, qual é o problema em me deixar feliz comprando ela? Me "cercar" de "objetos que me deixam feliz" é errado? Pq em algum momento eu ol...

Necessidades de escrever

Tô com uns siricutico na alma, no cérebro, na cabeça, espalhados pelo corpo. Não tô conseguindo pensar. Não tô conseguindo me concentrar. Preciso escrever para pôr pra fora, mas não sei o que tá querendo sair. Fico olhando pra folha em branco ou pra página do blog, e parece que tudo que tá na cabeça tenta descer junto no funil, o que engarrafa tudo. Ou parece que tem coisa demais na cabeça, mas quando vou ver bem, não tem nada. É como se fosse uma névoa, de longe parece que ocupa todo o espaço, mas de perto não tem corporeidade. "Minha cabeça tá cheia?" "De que?" Ou pior - "tem certeza? Eu acho que não tá!" "Claro que tá! Não tô conseguindo pensar!!" "Uma coisa não tem haver com a outra, vc pode não conseguir pensar mesmo com a cabeça vazia"

Calamidades e catastrofismos

Eu tenho tendência ao catastrofismo. Minha ansiedade sempre me empurra para o desespero do desconhecido, onde nada de bom acontece, apenas e sempre o pior caminho possível é válido. Eu consigo passar algum tempo fugindo da sensação de desespero, lembrando a mim mesma que nada é permanente e nada está sob controle e especialmente se ficar longe dos tele e info jornais. Mas às vezes o gatilho é maior que minha capacidade de esquiva. Eu consegui passar pelas guerras da Ucrânia e da Palestina sem grandes problemas, permanecendo afastada das mídias, obviamente. E também pq guerra, para mim, é totalmente e completa filhadaputagem de seres humanos políticos e sistema capitalista com vontades escusas. Desastres naturais me tiram do eixo. Meus maiores pesadelos envolvem mudança climática e devastação, animais e humanos morrendo de fome, sede, calor. Grandes incêndios, furações, e no caso de agora, a enchente no Rio Grande do Sul. Todos os meus neurônios gritam sobre a mudança climática, meu cér...