... foi (ou fui?)!

 Pronto, mudei.


O apê novo é em uma rua tranquila. Eu olho pela janela e vejo árvores. Há duas quadras, ali mais pra cima, estão os seres que têm sido os mais importantes da última década da minha vida.

Ainda não encontrei meu ritmo aqui, mas foi tudo tão rápido que não posso me culpar em ainda estar atordoada. Mas já consegui tomar café na mesa. Fazer almoço de domingo (apesar de ser quarta-feira). Tomar uns drinks nuns copos chiques. Fazer uma yoguinha.

Eu acho que tô mudando, de novo, como sempre. E que não tinha mais como conter dentro, e transbordou para fora.

Me estressei com administradora de condomínio, com entrega de chave. Vou gastar todas as minhas economias nessa mudança não planejada. TO-DAS. Tô tentando não me culpar por isso -é pra isso que serve reserva de emergência, para emergências. Mas eu me sinto mal por CRIAR minhas próprias emergências, sabe? Bom, é aprendizado.

Objetivo do ano que vem, já sabe, é repor toda a poupança que está indo agora.

Tentando parar de me preocupar o tempo todo. De não conseguir relaxar. De achar que tenho que saber a resposta de tudo. Respira, tá tudo bem, viu? Era só mais uma ondinha, pra ver se eu tava esperta ou se ia levar um caldo, sair rolando num caixote bonito.

E eu tô de pé dessa vez; acho que eu tava mais atenta que esperava :P

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