A (minha) dicotomia da tecnologia
Há quase um mês eu comprei um celular novo; o último já estava com três anos, tela qubrada e não tinha espaço nem para atualizar o aplicativo do Banco. Tive que ceder ao chamado capitalista e comprar outro.
O salto tecnológico entre os aparelhinhos me surpreendeu absurdamente. Esse faz coisas que o outro passava longe, como o assistente do google, desbloqueio por digital e outros parangolés.
Eu ando na corda bamba entre o digital e o analógico. All the time.
Eu troco entre agendas umas 8 vezes por ano, inclusive intercalando entre digitais e físicas (e nas físicas, a subdivisão entre agendas e planners e bullet journals).
Eu fico entre imprimir fotos e manter álbuns (pra que?) e manter apenas digitais (que eu nem olho, praticamente).
Entre dar todas as minhas informações para serviços digitais, dividir a vida no instagram, alimentar informações num banco gigante de empresas que podem usar isso contra mim; ou ser retrógrada e manter tudo analógico, anotar no papel, acumular em casa, mas manter minhas informações, pensamentos e preferências para mim.
Me assusta que uma empresa saiba onde eu vou, que tipo de coisa eu pesquiso, que tipo de comida eu gosto (e olha que eu não faço "check in" nos lugares, não compartilho coisas no facebook...). "Softwares inteligentes", você vai usando e ele vai aprendendo - ao mesmo tempo que acho que é o caminho "natural" das coisas, isso me deixa muito assustada. Lerem minhas mensagens, meus e-mails, verem minhas fotos. Excesso de leituras distópicas e apocalípticas? Pode ser. Divido opiniões no blog, quero conexão. Tenho medo dessas coisas aíl, quero isolamento - ou posso dizer que quero conexões reais?
E tô eu de novo aqui, entre o tudo e o nada, pensando se há algum equilíbrio.
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