Não acredito em nada.
Pronto. Estou novamente em um daqueles dias em que eu não quero nem acredito em nada.
Não acredito em produzir menos lixo, não acredito em ser vegetariana, não acredito em trabalhar com nada que não seja essencial para manter humanos vivos (emergência médica, lavouras, garis). Não entendo porque as Humanas existem (para que estudar História, se ninguém presta atenção nessa merda? Literatura? Geografia? Para que alguém estuda e nomeia movimentos de dança?)
Detesto quando chego nessa fase, e ela chega ocasionalmente. É quando eu desisto da humanidade, e fico entre a nulidade total e o hedonismo completo.
Para que economizar os meus canudos de plástico se quem produz 75% do lixo e das emissões de carbono é a indústria, e ela não vai mudar? Para que fazer um doutorado para dizer "gente tá vindo outra onda fascista aí" se parece que o povo não liga a mínima? A moral de todo mundo deturpada - e mesmo que não seja de TODO mundo, é dos que controlam - e sabem controlar.
Não acredito em ter filhos para colocar nesse mundo de bosta, quase pós-apocalíptico, em que tem gente o tempo todo falando que vai acabar água, vai sumir geleira, vão acabar as abelhas. Como pensar em continuidade num mundo que eu nem sei se vai ter continuação? Um mundo em que pessoas são ruins a ponto de colocar animais para brigar até a morte, em cativeiros extremos de reprodução, encarcerados e geneticamente modificados para seu próprio prazer? Onde pessoas matam, estupram, desrespeitam, torturam, traficam, espancam qualquer indivíduo com ideias diferentes?
Eu não sei se todo esse nojo pela humanidade é hormonal - espero que seja, imagina o desespero de ficar assim... sempre?
Até passar, seguimos. Desacreditada.
Até passar, seguimos. Desacreditada.
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