Sede

Dora Steimer, Crônicas Atípicas

Sede, vai existir sempre. Garrafas precisarão ser preenchidas. Solitude parece ser perceber que as garrafas estão vazias, enchê-las, depois beber e ficar satisfeita. Solidão é acreditar que alguém irá preenchê-las e, mesmo com isso acontecendo perfeitamente, morrer de sede. Dá para confundir um com o outro. Também dá para sentir as duas coisas ao mesmo tempo. A coisa é mais complexa do que a gente (não) imagina. E como as coisas se repetem nessa vida, né gente, esse longo dia da marmota... Pretendo morrer de qualquer coisa, menos de sede. Encham suas garrafas. Bebam mais água. Faz bem.

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