Na reta final... de que?
Mais um mês se passou.
De ano de pandemia, mês em casa. Uma pequena aberturinha, um pequeno respiro, um bar ali com o F. (do lado de casa, espaço aberto, e no dia que fomos, chovendo - ou seja, só tínhamos nós e os garçons), um almoço no self-service perto de casa.
Porque olha, ano que vem não vai ser nada melhor... Esperando o efeito rebote que esse período vai ter na economia, na saúde mental do povo, nas políticas.
Teve check up, teve médico, teve exame que eu nunca fiz, exame que eu fugia (oi, endoscopia!). Teve comemoração, álcool e carboidratos
Último mês do ano. Período em que geralmente eu estou pensando nas férias, organizando viagem, curtindo as confraternizações de fim de ano com os grupos de amigos. Esse ano é fazendo a lista dos filmes que quero ver, dos livros, e do que vou cozinhar em casa.
DITO ISSO:
Aí vem aquela coisa toda de "ah, tá acabando". Acabando o que? O ano vai virar e magicamente as coisas vão mudar? A pandemia vai acabar? Vai ser um ano novinho em folha?
Eu entendo a importância de marcos e datas. Que a energia de um monte de gente com esperanças e comemorando seja algo importante e a ser sempre considerado. Mas assim, gente... na prática, é só uma forma de medirmos a passagem do tempo, pq na verdade mesmo, num é nada, né?
Eu tenho acostumado à métricas alternativas de passagem do tempo. Acompanho o calendário lunar (er... menstruação, né?), ritualizo a passagem das estações, e considero meu aniversário mais ano novo que o ano novo.
Então estamos na reta final do ano do calendário gregoriano, e...? Mais nada, acho.
Isso não quer dizer que não vou aproveitar as festividades para fazer meus fechamentos, rever minhas prioridades e afins. E especialmente, pra encher a bunda de comida gostosa feita em casa. Mas é bom desmistificar o "poder" de virar o ano de "limpar" todas as merdas do ano anterior - é só perguntar pro SERASA se funciona assim...
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