Qual é a MINHA verdade?
Complementando o post anterior.
A internet é muito legal e trouxe coisas muito interessantes... mas também trouze uma exposição sem precedente da vida pessoa, e inevitavelmente, uma síndrome de comparação. Na maior parte das vezes, no péssimo sentido - "a vida de fulano é tão mais legal"; "beltrano que estudou comigo é gerente de multinacional, e eu tô nesse empreguinho"; "siclano tem uma família linda, com 3 filhos e fotos de comercial de margarina".
Mas ocasionalmente, se você estiver no clima, rolam uns parâmetros interessantes de acompanhar na parte interna da cachola.
Eu posso ver uma família de margarina e não sentir inveja, mas me perguntar "era isso que eu realmente queria?". Se o "custo" de ter uma família-comercial-de-margarina for me separar da pessoa maravilhosa que está comigo e não quer... é mais fácil falar "encontro outro" ou repensar "eu realmente quero ISSO, ou quero a sensação vendida pelas fotos sobre isso?"
Eu posso ver a mulher fodona vice-presidente de multinacional e ficar me remoendo, ou posso perguntar "eu estava disposta a pagar o preço DESSA vida? as horas de dedicação e trabalho, a falta de tempo para outros interesses, o desgaste emocional de ser mulher nessa posição em uma empresa machista?" (spoiler: não estava disposta a pagar esse preço - tive a oportunidade e a dispensei sumariamente quando percebi isso).
Eu posso abrir mão de 4 anos de outros interesses para fazer doutorado; mas eu quero? Eu posso me forçar a aprender inglês, mas... eu quero? (detesto inglês).
Qual é minha verdade? Despida das aspirações - e pressões - sociais? Quais são meus desejos? Qual história eu quero contar? Qual "preço" eu quero pagar?
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