Adeus férias, olá nova etapa

Ok, eu já assumi pra mim que estamos num momento de mudanças externas cruciais no mundo. Os relatórios climáticos, as mudanças políticas internas e externas, tudo. Nada tira da minha cabeça que o mundo tá colapsando fodamente e que daqui pros próximos 10 anos, vai ser tudo meio "fudeeeeeu de veeeeez".

Isso tem me deprimido. Passei metade das férias me arrastando e evitando pensar nisso para não ficar pior. A ansiedade me comendo por dentro, eu pensando "mas não tem o que fazer". Sofrendo desde agora por tudo que tenho escrito aqui.

Quer saber? Vou traçar um plano de coisas pra mim, visando algumas mudanças que me segurem, e esperar pra sofrer de verdade quando as coisas acontecerem, senão não vou chegar nem lá - vou ficar maluca antes.

Pq tô dizendo isso?

Amanhã eu volto ao trabalho. Não estarei mais em dois setores, graças, mas tenho algumas situações do setor anterior para resolver ainda, e resolverei! Amanhã minha rotina muda drasticamente, pq estarei de novo trabalhando em horário integral na rua, e não moro mais ao lado da universidade. Eu preciso desesperadamente de rotina para funcionar, e ter que mexer nela me deixa pilhada.

E quer saber? Simbora. Não sei se foi o livro que li de sexta para sábado (A Biblioteca da Meia-noite), que me deu um puta gás, que cutucou várias coisas do meu cérebro, que me deu outra perspectiva de certas coisas, mas eu tô bastante inclinada a fazer o que devo e preciso para... mim.

Já faz uns bons dias que estou nesse ritmo. Como diria o arcano dessa lunação, "o que você tá plantando pra achar que vai colher depois? Plantar chuchu não vai te fazer colher batatas, beu abor!".

Acho que essa é realmente a reflexão do mês, sabia? Pq tudo tá convergindo pra isso. O que eu tô plantando? O que eu pretendo colher? Eu quero olhar pra trás daqui há uns anos e ver o que no meu caminho?

Então sustenta a periquita e vai.

Vou.
Na verdade, fui.

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