No automático
Posso (ou não) estar muito no automático.
Comprar livros interessantes, enfiá-los em listas e lê-los após 5, 6 anos (pq estou lendo mais romances baratos de fácil digestão do que as leituras que me instigam dos livros que vejo por aí).
Comprar adesivos lindos de artistas independentes e esquecer de usá-los, de colá-los, pois enfiei em uma caixa plástica, ou fiquei com pena de colar pq uma hora eu vou jogar aquele caderno fora e o adesivo vai junto.
Só lembrar de tirar fotos quando são para postar - se não estou usando o instagram, não lembro de registrar momentos para mim mesma - ou é como se não servisse tirar fotos se elas não serão compartilhadas?
Pedir delivery é mais fácil que comer o que tem em casa, mesmo quando a comida que tem em casa JÁ ESTÁ PRONTA. E ainda mais fácil quando você se planeja para manufaturar ("queria fazer um risotto, uma massa pra gente"), pois a disposição vai embora no momento em que termino o banho e percebo que não tenho mais energia para ir para a cozinha fazer nada.
E daí que o colesterol tá no teto? E daí que cozinhar em casa é muito mais saudável? E daí que o excesso de açúcar tá ferrando com várias partes do meu processo inflamatório? E daí?
Eu tenho andado por aí no automático, seguindo a lei do mínimo esforço, fazendo o que preciso para permanecer andando e trabalhando, mas não querendo mexer uma palha para fazer o que gostaria para mim.
Complicado? Bastante.
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