A necessidade de registro - entre o normal e o despirocado
Eu sempre tive a necessidade do registro.
Tenho listas de livros lidos e filmes assistidos desde 2013, em excel. Já tentei não registrar, mas me dá nervoso, siricutico, como se estivesse faltando algo importante a fazer. Eu gosto de anotar, gosto de chegar ao final do mês escrevendo o que consumi, olhando cada nome e lembrando das histórias.
Me coloquei a pensar: será que eu tenho a necessidade de registrar tudo para ACREDITAR QUE VIVI aquilo? Não estou falando de registro em redes sociais e validação externa, estou falando de listas minhas, para mim. Não acho que se eu não postar no instagram para todos verem faz de algo menos real, mas se eu não registrar para mim, é como se a minha vida estivesse em branco.
Se daqui a um ano eu quiser pensar "como foi meu abril de 2024?" eu vou olhar primeiro minhas listas de livros e filmes, depois meu diário, e enfim minha pasta de fotos. É como se eu não tivesse memória suficiente para acreditar que aquilo aconteceu COMIGO, na minha vida.
Até onde essa é uma mania saudável e a partir de onde vira praticamente uma patologia? Sempre houveram diários, livros de memórias, listas. Mas há alguma linha a ser ultrapassada que transforma isso em uma necessidade próxima ao TOC, por exemplo?
Comentários
Postar um comentário
Falaê!