Entre a presença virtual e o sumiço calculado

Já faz tempo que me pergunto o quanto de exposição eu preciso ter nas redes.

Eu desfiz meu Linkedin, pq não o usava realmente - e pq é um ambiente péssimo: gente concorrendo para "produzir conteúdo", adicionar pessoas só para tê-las adicionadas - pq, vamos considerar, quem realmente faz vínculo profissional naquela rede?.. Eu não procuro outro emprego, como servidora pública que sou.

Existem MUITAS redes acadêmicas, que eu tive durante o mestrado e enquanto bibliotecária, para mostrar como exemplo aos alunos e para conseguir textos direto dos autores.

Às vezes eu me pergunto se eu não devia voltar a essas redes. Adicionar o pessoal da pós, atualizar meus contatos, acompanhar outras editoras. Sinto até falta, na verdade. Mas é um sentimento que passa rápido, quando lembro que essas redes demandam tempo. Para acompanhar, para atualizar. E que eu fico ansiosa, me comparando, me perguntando se tô fazendo pouco.

Me manter à margem das redes me traz um pouco de paz, mas eu me pergunto se não estou desde já me desatualizando para o mercado. Se isso não me será cobrado mais adiante. Se eu não estou ficando para trás. Sabe aqueles idosos que não sabem nem mexer no celular?

Escolher algumas redes, mas não todas? Sair de todas e não pensar mais nisso? Entrar em todas de uma vez? Existe algum equilíbrio? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um escritório pra chamar de meu

Eu não sei o que eu quero fazer

Começar tudo de novo, de novo