pílulas de dezembro

* Novembro foi o inferno na Terra, a adaptação do remédio foi... Putaquemepariu duas vezes. O mês inteiro está em uma névoa pra mim, tem coisa que eu simplesmente não consigo nem lembrar.

* Mas tiveram coisas boas: férias, arrumamos grande parte da casa, compramos um monte de coisa, e saiu o resultado (positivo) do doutorado.

* Eu acabei de ver uma vitrola, que é um troço que eu muito teria. Mas comprar disco é um troço muito caro, garimpar parece legal, mas eu tenho a impressão que eu teria vários discos que eu mal iria ouvir pq não iam ser bem o que eu queria estar ouvindo, e sim o possível de ouvir pq era o máximo que eu conseguiria comprar. Será que eu deveria investir em CD de novo?

* Eu tô tão acostumada a andar correndo, a fazer 600 coisas ao mesmo tempo, que quando eu desacelero, eu acho que tem coisa faltando. 

* Acho que quando eu fico deprimida, eu só acho que nada disso vale a pena. Que viver não vale a pena. Que eu posso mudar toda minha vida, e ainda assim, não vai valer a pena.

* Eu lembro do tempo que morei sozinha, como algo agridoce.. mas eu sinto que fazia mais coisas por mim. Fazia bons cafés da manhã, colocava a mesa, lia mais.

* Agora com o Doutorado, eu quero muito me dedicar, produzir, ler na área, ir pra congressos... Mas estou com medo. De que? Do desconhecido? De impactar meu relacionamento? Não sei.

* Par de que todas as músicas estão me irritando, nenhuma delas parece ser bem o que eu quero ouvir. Assim como nenhuma comida me apetece, e nenhum livro me dá vontade de ler. Não sei se é sobrecarga, efeito do remedinho ou só chatice mesmo.

(1h para a terapia, e a verborragia interna grita, altíssimo)

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